Inesperado




À distância, parecia um saco plástico, lixo urbano que insiste em parar no chão pela falta de consciência dos citadinos.

A cada deslocamento de ar produzido pelos carros, o objeto rodopiava, evoluindo em piruetas pelas faixas de rolamento do

Eixão, convite à distração ao volante.

Quando meu carro se aproximou da cena, a surpresa: um balão. Um pequeno balão azul, metáfora da Terra eternizada por Guilherme Arantes.

Momento poético ao meio-dia. “An unexpected bonus" na rotina.

A audaz bexiga seguia estoica a missão de atravessar a rua sem perder a vida, aliás, a sua leveza de bailarina aérea.

Vrum, vrum, os carros passavam e o meu desacelerou ao máximo para conferir o espetáculo gratuito.

Segui o papo de anjo, só podia mesmo ter caído do céu de tão azul que era. Pelo retrovisor, testemunhei que alcançou, inteiro, o outro lado da perigosa rodovia que corta o avião de norte a sul. Deve estar descansando sobre a grama do canteiro, ainda verde e convidativa. Sonhos diáfanos até a próxima aventura.



Comentários

  1. viajei no balão azul!!! atravessei o eixão…
    Cynthia

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  2. realmente um bônus inesperado!! 🩵

    Bianca Duqueviz

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  3. Maria Félix Fontele13 de junho de 2026 às 13:53

    Que fofo, o balão azul atravessou inteiro Eixão, incólume. Foi mesmo uma longa aventura! Ufa!

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  4. Textim bunitim, Lu...

    Claudia Boudrini

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