Inesperado
À distância, parecia um saco plástico, lixo urbano que insiste em parar no chão pela falta de consciência dos citadinos.
A cada deslocamento de ar produzido pelos carros, o objeto rodopiava, evoluindo em piruetas pelas faixas de rolamento do
Eixão, convite à distração ao volante.
Quando meu carro se aproximou da cena, a surpresa: um balão. Um pequeno balão azul, metáfora da Terra eternizada por Guilherme Arantes.
Momento poético ao meio-dia. “An unexpected bonus" na rotina.
A audaz bexiga seguia estoica a missão de atravessar a rua sem perder a vida, aliás, a sua leveza de bailarina aérea.
Vrum, vrum, os carros passavam e o meu desacelerou ao máximo para conferir o espetáculo gratuito.
Segui o papo de anjo, só podia mesmo ter caído do céu de tão azul que era. Pelo retrovisor, testemunhei que alcançou, inteiro, o outro lado da perigosa rodovia que corta o avião de norte a sul. Deve estar descansando sobre a grama do canteiro, ainda verde e convidativa. Sonhos diáfanos até a próxima aventura.
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viajei no balão azul!!! atravessei o eixão…
ResponderExcluirCynthia
realmente um bônus inesperado!! 🩵
ResponderExcluirBianca Duqueviz
Que fofo, o balão azul atravessou inteiro Eixão, incólume. Foi mesmo uma longa aventura! Ufa!
ResponderExcluirTextim bunitim, Lu...
ResponderExcluirClaudia Boudrini
Ela faz de um balão azul perdido no eixão… uma história que queremos saber qual será o final! Yasminne.
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