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Mostrando postagens de agosto, 2026

Eternas capitais

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Brasília tem um quê de outro planeta. Uma nave em forma de ave que pousou no deserto abandonado e não mais decolou, escangalhada ou presa pelas raízes profundas do que viriam a ser árvores de um futuro incerto. Atlântida ressurgida dos abissais lençóis freáticos. Com estruturas esdrúxulas que se fizeram belas aos olhos de quem sabia apreciar o inédito. Paradoxal cidade mítica forjada por céticos. Da cabeça de ateus brotaram símbolos de imperioso ascetismo. Veneração ao horizonte interminável e à divindade céu azul. Sem falar do Rá ao poente. Acrópole alienígena recebe terráqueos desconfiados que devagar se acomodam em sua estranheza. Miscelânea de utopias disformes e contraditórias. Nada no sistema solar lhe parece. Salvador Chuva de derrubar cacau. O sol de inverno tá barril.  Venha!  Semiescondido como o perro de Goya macambúzio búzio na areia lambido pelas carícias de Iemanjá sonha com Iansã, Ogum ou Xangô Não quer a mãe Oxalá, outra qualidade de amor.  

Sem mais tardança

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Delonga Cobiçar passarinhos com olhar infindo  O dia principia a rotina se insinua despida de desejo premente As horas evoluem  sem propósito  Caço a lua no azul e as flores na sarjeta Mundo em torvelinho amor fora do ninho  Remanesce não ter  compromisso  com a pressa.  OS FILHOS DA BABEL Deus está dormindo e em sonhos balbucia. Somos as palavras desse Deus confuso que em eterna solidão fala para si mesmo. Cristina Peri Rossi poeta uruguaia Eu, Odisseu Absoluto eterno essência última na grande busca o ego distraído não encontra o sendeiro  clama aos astros as estrelas nunca mentem?  discernimento  Confuso não olha  para a alma de si pequenez grandeza ânsia de liberdade Venera deuses claudica tropeça  desiste insiste Viajar é preciso O porto do ser é longe.