Repetência
“Dona de mim outra vez deixo-me levar por este fluxo mágico que me convoca e estou ali, falando com alguém e é bom estar assim tão só e tão acompanhado. Escrever exige solidão, silêncio e uma outra frequência para conhecer o som das palavras e seus mais recônditos sentidos e significados. Quem escreve precisa deste isolamento, desta perspectiva e deste jeito de estar no mundo, distraída, um pouco presente, outro pouco ausente. Requer rituais e entrega absoluta aos rituais, travessias por um mapa desconhecido, e uma paciência infinita. Porque sempre somos vistos como pessoas esquisitas, estranhas”. (Lélia Almeida) Sapituca matinal para ver o dia lá fora. Agosto é pródigo em horas perfeitas para as pipas ziguezaguearem acima de nossas cabeças. Na era do zunido de drones, os papagaios resistem no céu com a elegância silenciosa do papel de seda atado às varetas de bambu. A delicadeza do voo se assemelha às bandeirolas juninas flanando impulsionadas pelas rajadas de vento. O iníc...