Pois, pois
"Eu te amo calado, como quem ouve uma sinfonia,
de silêncios e de luz." (Lulu Santos)
Os sons clássicos retornam. Reverberam pelas paredes porosas de tijolinhos cansados.
Já faz um tempo que o rapaz decidiu se expressar por acordes e compassos.
Impenetrável a olho nu. As palavras da sua boca saem escassas, monossilábicas. Paradoxalmente, sua música é prolixa.
Preciso encontrar o caminho das pautas e dos semitons para alcançá-lo neste novo estágio imaterial.
Meu peito em clave de dor ainda se ressente da saudade daquela criança solar que causava tumulto com a sua agitação. Que nos desafiava com suas perguntas mirabolantes e inteligentes. Que sorria facilmente, um sorriso lindo.
Sei que soa monocórdica essa melodia de māe em desnorteio.
Estou a absorver esta nova realidade abstrata e sutil.
Contentar-me com um convívio minimalista e a ouvir as notas de amor sublimadas entre um movimento e outro desta composição: lento, andante, allegro ma non tanto.
Filho, pois, pois, é uma pequena morte. Morte de tudo o que a gente acredita que sabe; que controla; que acredita que gosta; que acredita que não gosta; que acredita que precisa ou não, que acredita que dá conta ou não dá; que pensa que é assim, mas é assado.
Adelante, mãe, moderata, pois, pois lírica, sem pressa.
Araras assanhadas
folhas agitadas
águas azuladas
estação iluminada.
Janelas escancaradas
casas abandonadas
portas fechadas
ventania compassada.
Feira animada
verduras molhadas
gentes
caminhada
Aroma: feijoada.
imagem sintética
vertente do ensaio.
Novos sentidos diante do caos
cultural digital.
Apropriação do que já existe
documenta novos desdobramentos do real.
Não existe mais realidade pura?
Mediações digitais.
Interfaces.
Notebook
pensa com o fato e por meio dele.
Fluxos entre imagens.
Convergência e transmídia
hibridismo
mixagem temática
abas mentais
vozes de IA
coexistência imagética.
Telas simultâneas
excesso de estímulos
fragmentação
anímica.
vertente do ensaio.
Novos sentidos diante do caos
cultural digital.
Apropriação do que já existe
documenta novos desdobramentos do real.
Não existe mais realidade pura?
Mediações digitais.
Interfaces.
Notebook
pensa com o fato e por meio dele.
Fluxos entre imagens.
Convergência e transmídia
hibridismo
mixagem temática
abas mentais
vozes de IA
coexistência imagética.
Telas simultâneas
excesso de estímulos
fragmentação
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Muito você neste desdobrar de claves! Sair de dentro é arte. Outros momentos desse capítulo virão. Continue!! Bjão.
ResponderExcluirCristina Porto Costa
Muito bom.
ResponderExcluirMarisa Reis
Os filhos crescem, mas a gente nao cresce junto...ah, um sofrimento profundo, Lu! Sinto o mesmo! Só poema para dar conta, viva a arte
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