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Diário da Argamassa – última semana

Pois é, as andanças em NY me fizeram colocar de lado as peripécias da reforma. Uma espécie de mecanismo de defesa, sabe? Aquele lance de melhor não pensar, de negação, entendem? Mas ela sempre esteve ali, durante esse tempo todo. O prazo de entrega do apartamento era fim de julho. Claro que atrasou e será entregue agora, na marra, em meados de agosto. Para ser exata, a gente volta para o nosso novo-velho apê no próximo fim-de-semana. Confesso que ainda não estou acreditando que aquela bagunça toda vai estar em ordem em cinco dias... Acho que meu marido enlouqueceu, surto típico de quem passa cinco meses sob a labuta de pedreiros, pintores, gesseiros e lojas de materiais de construção. Mas Bernardo garante que a equipe vai dar conta e que tudo vai ficar pronto para a gente retornar, enfim, para a nossa casa. Que está ficando bem bacana! Sacrifício muito válido ficar na carestia até o ano que vem. Tivemos de pegar um empréstimo consignado para pagar o restante da obra... O orçament...

Diário da Maçã - Dia Nove

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No comentário da amiga Patty há um questionamento: “é comum, no estrangeiro, as pessoas falarem com você na rua?” Com base na minha pequena vivência global, eu diria: é comum as pessoas falarem com estranhos na rua em Nova York. Nas demais cidades que eu visitei em Portugal, Espanha e Alemanha, e até mesmo nos EUA, não senti essa espontaneidade por parte da população. Digamos que seja o lado carioca de Manhattan... Ali as pessoas estão mesmo dispostas a entabular uma conversinha sobre qualquer coisa. Vou confessar uma vaidade besta: um dos motivos de eu gostar muito de NY é que lá as pessoas me notam. Isso é bacana demais! Acho que a minha estampa “exótica” cai como uma luva para essa cidade sem fronteiras. Estou sempre recebendo elogios pelas ruas de Manhattan... Ás minha roupas e, é claro, às minhas tatuagens. Os new yorkers entendem e admiram uma tatoo bem feita. E tatuagem é o que não falta na pele clara da galera. Fui parada diversas vezes por pessoas que queriam saber o porq...

Diário da Maçã – Dia oito

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Diálogo de elevador para começar o sábado acreditando no lado Polyanna da existência: - How you doing?, perguntam duas adolescentes refrescantes como um picolé de limão. - Fine!, respondo eu, já sorrindo aberto. - I loved your dress!!!, uma delas me diz. - Thank you!, retruco mais sorridente ainda. - Do you know what do we will do tonight?, a outra pergunta excitadíssima. - No…, contribuindo para aumentar o clima festivo. - We are going to see a show on Broadway!!!!!!, as duas, em coro, pra lá de contentes. - No kidding!!! Which one?, dou corda, pois estou adorando essas meninas animadas. - Mama Mia!!!!!, respondem em jogral, quase morrendo de excitação. - That’s really great!!!!!, retribuo na mesma medida. Eu sei do que um show na Broadway é capaz. Ainda mais se for o primeiro do resto da vida delas. Assim fomos saudadas pela Maçã nesse derradeiro fim de semana novaiorquino. Um início de dia promissor... Tomamos café no porão apertado e lotado de hóspedes e saímos para o mundo. Prim...

Diário da Maçã – Dia sete

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E no sétimo dia, Deus criou a sexta-feira!!! Ôba, sexta-feira! Tá bom, quando a gente está de férias todo dia é sexta-feira, né? O melhor momento da semana, com aquele astral pra cima e animado. Jantarzinho no Greenwich Village Mas as minhas amigas de NY não estavam de férias, então, nesse sétimo dia em Manhattan, o programa era almoçar com Mrs.Molly, Agnes e Mary Carmen num restaurante especializado em lagosta. E a tarde estava reservada para conhecer a casa e o companheiro de Ms. Coffee (assim apelidei Agnes em 2001, devido aos nossos recorrentes encontros para tomar café no Starbucks). Todavia, antes dos compromissos agendados, umas comprinhas, que ninguém resiste. Mana Nena e eu tiramos a manhã de sexta para fazer compras ali por perto do hotel. A localização desse Comfort Inn é muito boa. Dá para ir a pé a vários lugares como, por exemplo, o Madison Square Garden, a Times Square, a Grand Central Station e muitas lojas emblemáticas de Manhattan. Entre elas, a Macy’s e a Victor...

Peça rara

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Gosto muito de te ver, leãozinho Caminhando sob o sol Gosto muito de você, leãozinho Para desentristecer, leãozinho O meu coração tão só Basta eu encontrar você no caminho Um filhote de leão raio da manhã; Arrastando o meu olhar como um ímã... O meu coração é o sol, pai de toda cor; Quando ele lhe doura a pele ao léu... Gosto de te ver ao sol, leãozinho De te ver entrar no mar Tua pele, tua luz, tua juba Gosto de ficar ao sol, leãozinho De molhar minha juba De estar perto de você e entrar numa (Caetano) Hoje o dia alvoreceu. Não podia ser um nascimento qualquer. Era o dia escolhido pelo menino que veio ao mundo com a estrela na testa. O menino que escolheu brilhar em data de especial simbologia: 27/07/2007. Qualquer dia desses, consulto uma numeróloga e entendo mais um pouco do Rômulo, o porquê da sequência de setes, esse numeral tão poderoso. Algo me diz que o menino vai ser grande. Não é corujice de mãe, é apenas uma sensação do que ainda está por vir e que será mui...

Diário da Maçã – Dia seis

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Dormi com a ideia de que levaria minha irmã para pegar um trem na Grand Central Station. Assim, ela conheceria a estação - belíssima e merecedora da visita de qualquer turista que se preza - e, de quebra, viajaria de trem, algo tão incomum no Brasil. Mas Bernardo ficou esperando a gente acordar e mudou os planos. Fomos de carro, novamente, para o condado de Westchester. Dessa vez, fazendo uma parada obrigatória em um diner típico dos EUA. Os americanos se amarram numa tradição... Diner é aquela lanchonete que você vê em quase todos os filmes hollywoodianos. O paraíso das panquecas, wafflles, ovos, bacon, french toasts (pão de forma em forma de rabanada, mas não tão molhadas e sem canela) e outras comidinhas infantis proibitivas para adultos. Entretanto, who cares? Caímos de boca! Dica: um prato dá para duas pessoas. Não é impunimente que os americanos são obesos. As porções são fartas. Peça um prato e diga: ‘we will share, all right?” (nós vamos repartir). Assim, eles trazem do...