Aguardo a sessão de terapia no segundo andar de um prédio com funcionalidades mistas, ou seja, pessoas vivem e trabalham por aqui ou exercem ambos os cotidianos no mesmo lugar. As portas estão fechadas. O corredor não é grande, quase familiar. Os únicos objetos a quebrar a monotonia do espaço são os capachos. Cada apartamento, cada sala tem a sua cara: a face estampada no tapetinho ao pé da entrada. Um convite, uma recusa? Pelo capacho é possível intuir a personalidade de quem habita ali detrás? O que os objetos que escolhemos falam de e por nós? lar doce lar um lar, um porto seguro, abrigo onde se reenergiza com cores quentes e alegres. É jovial, otimista. Nao abre mão de ficar em casa, arrodeado por memórias e por quinquilharias. Aldeia global Inquieto, vive no entre, between. Almeja chegar apenas para poder partir. Na verdade, parte ao entrar pela porta, aporta ao viajar. “Seu lar é onde estão seus sapatos.” Mas fique pouco tempo Polido, discreto, convencion...
Ao viajar de avião à noite constelações d e ponta à cabeça, no breu da planície terrestre. Ao amanhecer, a viagem retoma o seu prumo perfura o edredom das nuvens plana-se dentro do sonho. A claridade é uma estrada infinda, sem sarjetas ou sinalização. Sou a única orientação. Sampa sempre intensa sabores, tribos, desejos lampejos de belezas e de feiu ras. Rococó Art déco paúra. Hinos e bandeiras hordas, fileiras marginais, quintais. Verde, cinza, arco-íris vão livres, cubículos mendigos líricos. Meca, Big Apple Tropicália-sertão tupi-guarani Cariri-Japão. Deus e o diabo na terra dos Andrade liberdade. O filho dela está ali, mas já é outro. E então ela sentiu saudade daquele que o filho já foi. A cratera se abriu entre eles e ela sente saudade do que ele é naquele momento, pois sabe que amanhã ele já não será aquele momento. Amanhã o garoto já não dará o beijo forçado pela mãe na frente dos amigos. Ele ...
Tenho certeza de que vocês não vão acreditar. Porque eu mesminha também não acreditei e vocês sabem ou deveriam saber que eu sou daquelas que amam uma serendipidade e as tais conexões telúricas. Vivo encontrando ligações onde talvez não exista nenhuma. Será que forço a barra do acaso ou o destino é meu chapa? Descobertas acidentais são metafísica em estado puro e como não aprendi com a minha madrinha a ser devota, apenas imagino vínculos mirabolantes brincando sozinha. Sob o olhar complacente de Jesus crucificado, Maria - mãe afetuosa – e da sagrada legião de santos, não me redimi de ser criança. Sendo assim, eis que os anjinhos travessos aprontaram algo surreal comigo ontem, numa quarta qualquer. A tarde já estava pela metade e eu bem cansada após algumas horas com a afilhada de cinco anos (ser tivó é o que dá para ser após os 50cinquenta, olhe lá). Ainda rolou umas compras no Carrefour (odeio supermercado) e faltava mais de uma hora para a sessão de terapia que não houve na se...
Uau, poetando também?! É um sinal de algo... O que será?
ResponderExcluirAna Cristina Aguiar
Simples e profundo!!!! Que sonho heimmmmm!!!!!
ResponderExcluirMarina Caldana
MISTÉRIO!!!!!!
ResponderExcluirAmbrosina Militão
Se até moléculas já foram descobertas em sonhos, porque não uma poesia? https://web.chemdoodle.com/kekules-dream/
ResponderExcluirKekulé’s Dream | ChemDoodle Web Components
In 1890, at the 25th anniversary of the benzene structure…
WEB.CHEMDOODLE.COM
Bernardo Mello
Belos versos,,, poesia concreta da melhor qualidade!!!
ResponderExcluirCatarina França
Você escrevendo para você. Amei!
ResponderExcluirÂngela Maria Sollberger
Acho que você está é muito sã!
ResponderExcluirMarisa Reis